
A cirurgia refrativa ainda é cercada por muitos mitos, medos e informações antigas.
E isso acontece porque a oftalmologia evoluiu muito rápido nos últimos anos.
Muitos dos receios que as pessoas ainda têm hoje são baseados em tecnologias antigas, técnicas que já foram aperfeiçoadas ou experiências que não refletem mais a realidade atual da cirurgia refrativa moderna.
A tecnologia evoluiu de forma extremamente rápida — e muitas vezes os pacientes não conseguiram acompanhar todas essas mudanças.
Por isso, muitos mitos continuam afastando pessoas que poderiam estar vivendo hoje com muito mais liberdade visual e qualidade de vida.
Falando aqui também como alguém que passou pela cirurgia refrativa: fui operada há mais de 10 anos e desde então não uso mais óculos.
E existe um detalhe importante nisso:
quem realizou minha cirurgia foi meu próprio pai, Dr. Edmundo Velasco Martinelli, também cirurgião refrativo.
Ou seja, ele operou a própria filha porque conhecia profundamente a segurança e a previsibilidade desse procedimento.
Agora quero te ajudar a entender alguns dos principais mitos sobre cirurgia refrativa que talvez estejam gerando medo e insegurança em você.
A cirurgia refrativa pode deixar cego?
Esse talvez seja o maior medo dos pacientes.
Mas felizmente, os riscos de uma cirurgia refrativa levar à cegueira são extremamente baixos.
A cirurgia refrativa moderna é realizada:
• na parte externa dos olhos (a córnea);
• em ambiente extremamente controlado;
• com equipamentos de alta tecnologia;
• utilizando múltiplos sistemas de segurança.
Os lasers atuais possuem sistemas avançados de rastreamento ocular.
Isso significa que, mesmo se o paciente movimentar os olhos durante o procedimento, o equipamento consegue acompanhar esses movimentos em tempo real. E, caso ocorra algum movimento maior, o laser interrompe automaticamente o tratamento.
As complicações graves são raras.
Quando acontecem, geralmente estão mais relacionadas a processos infecciosos ou dificuldades de cicatrização no pós-operatório — motivo pelo qual seguir corretamente as orientações médicas e o uso dos colírios é tão importante.
Hoje, a cirurgia refrativa é considerada um procedimento extremamente seguro quando bem indicada e realizada com avaliação pré-operatória cuidadosa e tecnologia adequada.
O grau volta depois da cirurgia refrativa?
Existe uma pequena possibilidade de regressão parcial do grau ao longo dos anos.
Mas, na maioria dos pacientes, o resultado costuma ser bastante duradouro.
Estudos mostram altos índices de satisfação e estabilidade visual após a cirurgia refrativa, com a maior parte das pessoas permanecendo muitos anos sem depender dos óculos.
E existe um ponto importante:
nossos olhos continuam mudando ao longo da vida.
Assim como a pele muda, os cabelos mudam e o corpo envelhece, os olhos também passam por transformações naturais.
Por isso, algumas pessoas podem apresentar pequenas mudanças de grau com o passar dos anos — principalmente se operaram muito jovens ou quando entram na fase da presbiopia após os 40 anos.
É justamente por isso que a avaliação pré-operatória precisa ser tão criteriosa.
Antes da cirurgia, analisamos:
• estabilidade do grau;
• idade;
• espessura da córnea;
• qualidade visual;
• padrão do grau;
• fase da vida do paciente.
Tudo isso ajuda a aumentar a previsibilidade e reduzir ao máximo a chance de regressão.
E mesmo quando existe algum retorno parcial do grau, ele costuma ser menor do que o grau inicial e, em alguns casos, pode ser tratado novamente com segurança.
Quem usa muito grau pode operar?
Depende do grau e da técnica indicada.
A cirurgia refrativa a laser costuma ter limites de segurança para graus muito elevados.
De maneira geral:
• miopias acima de 10 graus;
• hipermetropias muito altas;
• córneas mais finas;
…podem não ser os melhores cenários para cirurgia a laser convencional.
Mas isso não significa que o paciente não tenha solução.
Hoje existem outras técnicas extremamente modernas que podem ajudar pacientes com graus mais altos, como:
• lentes intraoculares;
• lentes fácicas;
• cirurgias combinadas.
Por isso, mesmo pacientes que já ouviram no passado que “não podiam operar” podem se beneficiar de uma nova avaliação oftalmológica.
Quem tem mais de 40 anos pode fazer cirurgia refrativa?
Sim.
Esse é outro mito muito comum.
Muitas pessoas acreditam que, após os 40 anos, já “passou da idade” de operar.
Mas hoje existem técnicas específicas justamente para pacientes que começaram a desenvolver a presbiopia — a famosa vista cansada.
Uma das técnicas mais modernas atualmente é o PRESBYOND, desenvolvido para pessoas que:
• usam multifocal;
• têm dificuldade para perto;
• querem reduzir a dependência dos óculos;
• desejam enxergar melhor em diferentes distâncias.
A cirurgia refrativa para pacientes acima dos 40 anos evoluiu muito nos últimos anos e hoje já oferece resultados extremamente interessantes quando bem indicada.
A cirurgia refrativa dói?
Não.
A cirurgia é realizada com colírios anestésicos extremamente eficazes.
Mesmo parecendo surpreendente para muitas pessoas, o paciente normalmente não sente dor durante o procedimento.
Você permanece acordado porque precisa olhar para o laser e seguir algumas orientações simples durante a cirurgia, mas tudo acontece de forma muito rápida.
O procedimento costuma durar poucos minutos.
Depois da cirurgia, pode haver:
• ardência;
• sensibilidade à luz;
• lacrimejamento;
• sensação de areia nos olhos.
No PRK, esse desconforto costuma ser um pouco maior nos primeiros dias.
Mas, no geral, a grande maioria dos pacientes relata que o pós-operatório foi muito mais tranquilo do que imaginavam.
A recuperação da cirurgia refrativa é difícil?
A recuperação varia de pessoa para pessoa.
Cada organismo cicatriza de uma forma e cada técnica possui um pós-operatório diferente.
Mas, de maneira geral, a recuperação costuma ser bastante suportável.
Os primeiros dias exigem mais repouso e cuidados, principalmente no PRK.
Por isso, é importante:
• ficar mais quietinho em casa;
• evitar ambientes muito cheios;
• evitar vento e ar-condicionado excessivo;
• reduzir exposição à luz intensa;
• usar corretamente os colírios prescritos.
Os maiores desconfortos normalmente acontecem nos primeiros 2 a 3 dias.
Depois disso, a tendência é uma melhora progressiva bastante rápida.
A maioria dos pacientes consegue passar pelo pós-operatório de forma muito mais tranquila do que imaginava antes da cirurgia.
Vale a pena fazer cirurgia refrativa?
Para muitas pessoas, a cirurgia refrativa representa uma mudança muito maior do que apenas “tirar os óculos”.
Ela traz:
• praticidade;
• liberdade;
• conforto;
• melhora estética;
• independência;
• mais facilidade para esportes, viagens e rotina.
Mas a decisão deve sempre ser feita com segurança, informação e uma avaliação cuidadosa.
O mais importante é entender que a cirurgia refrativa moderna evoluiu muito — e muitos dos medos que ainda existem hoje já não refletem mais a realidade atual da oftalmologia.
Clique aqui para falar com minha equipe pelo WhatsApp e tirar todas as sua dúvidas!
Dra. Paula Velasco